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Homem é detido em Nova Cruz após ser apontado por suposto falso testemunho

A Polícia Civil prendeu em flagrante um homem de 25 anos em Nova Cruz, no Agreste potiguar, suspeito de prestar informações falsas como testemunha em um inquérito policial.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 06 de outubro de 2026 às 21:36 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Tribuna do Norte)

Homem é detido em Nova Cruz após ser apontado por suposto falso testemunho
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Tribuna do Norte

NOVA CRUZ/RN — A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deteve em flagrante, nesta terça-feira (6), um homem de 25 anos que teria apresentado versão considerada inconsistente ao depor como testemunha em uma investigação em curso. A ação aconteceu no município de Nova Cruz, no Agreste potiguar, após os policiais identificarem supostas contradições relevantes no relato colhido na delegacia, segundo informações divulgadas pela Tribuna do Norte com base em dados da corporação.

De acordo com o apurado até agora, o jovem havia comparecido à unidade policial para contribuir com um inquérito na condição de declarante. No decorrer da oitiva, os investigadores teriam percebido divergências que levantaram suspeita de omissão ou distorção de fatos, o que motivou a lavratura do flagrante pelo suposto crime de falso testemunho. A identidade do detido não foi divulgada oficialmente, e o conteúdo integral do depoimento permanece sob sigilo por integrar apuração em andamento.

O que se sabe sobre a detenção no Agreste

Os elementos confirmados pela fonte policial, até a publicação desta matéria, são objetivos e restritos ao procedimento:

  • Quem: um homem de 25 anos, tratado como suspeito, sem nome revelado pelos órgãos oficiais;
  • Onde: delegacia de Nova Cruz, município do Agreste que faz divisa com a Paraíba e atende ocorrências da região;
  • Quando: durante atendimento nesta terça-feira (6), em horário comercial na unidade;
  • Como: após oitiva em que os agentes apontaram supostas falsidades no testemunho prestado;
  • Medida adotada: prisão em flagrante, com o caso encaminhado aos trâmites da Justiça.

Ainda segundo a corporação, o episódio não envolve julgamento de mérito sobre o inquérito principal. Ou seja, a detenção se refere exclusivamente à conduta atribuída ao declarante naquele ato — que teria faltado com a verdade — e não antecipa conclusão sobre outros investigados ou sobre o fato original apurado em Nova Cruz.

Entenda o crime apontado e os próximos trâmites

No ordenamento brasileiro, prestar declaração inverídica em inquérito ou processo, quando compromissado como testemunha, pode configurar falso testemunho, infração prevista no artigo 342 do Código Penal, com pena que varia de dois a quatro anos de reclusão, além de multa. A caracterização, porém, depende de prova técnica e de avaliação do Ministério Público e do Judiciário, a quem caberá analisar o auto de prisão e decidir sobre manutenção, relaxamento ou conversão em outra medida cautelar.

Na prática potiguar, o roteiro após um flagrante desse tipo costuma seguir estas etapas:

  • Comunicação à Justiça: o auto é enviado ao plantão judicial para audiência de custódia;
  • Manifestação do MP: o promotor avalia a regularidade da prisão e a necessidade de cautelares;
  • Decisão judicial: o magistrado define se mantém a detenção, concede liberdade provisória ou aplica medidas alternativas;
  • Prosseguimento do inquérito principal: os delegados retomam a linha investigativa, desconsiderando trechos considerados inválidos do depoimento questionado.

Especialistas em direito ouvidos rotineiramente em casos análogos lembram que contradições podem decorrer de nervosismo, falha de memória ou confusão, de modo que somente a análise detida das oitivas, de registros e de outras provas permite concluir se houve dolo. Por isso, o tratamento processual adota sempre o verbo no condicional e preserva garantias do depoente até decisão final.

O que acontece agora

O caso segue sob apuração da Polícia Civil na região do Agreste, e novos detalhes — como a confirmação formal da tipificação pelo delegado e o desfecho da audiência de custódia — devem ser divulgados pelos canais oficiais nas próximas horas. Até a publicação desta matéria, não havia informação sobre fiança arbitrada, transferência para unidade prisional ou liberação do detido.

A orientação para a população de Nova Cruz e cidades vizinhas é acompanhar atualizações apenas por fontes institucionais e colaborar com investigações, quando convocada, prestando informações precisas e completas. Relatos inconsistentes, além de atrapalharem a elucidação de crimes, podem gerar responsabilização própria, como ilustra este episódio.

Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.

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Fonte da Informação Veículo de origem: Tribuna do Norte (via RSS)
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