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Operação Potiguar prende em Natal trio suspeito de execução com 20 tiros em MG

Polícia Civil do RN prendeu em Natal e Parnamirim três suspeitos de envolvimento em homicídio com mais de 20 tiros em Pouso Alegre, em Minas Gerais, na Operação Potiguar.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 23 de setembro de 2026 às 20:55 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Tribuna do Norte)

Operação Potiguar prende em Natal trio suspeito de execução com 20 tiros em MG
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Tribuna do Norte

NATAL/RN — A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu nesta quarta-feira (23) três pessoas apontadas como suspeitas de participação em um homicídio praticado com mais de 20 disparos no município de Pouso Alegre, em Minas Gerais. As detenções ocorreram em Natal e em Parnamirim, na Grande Natal, durante a Operação Potiguar, deflagrada em apoio à Polícia Civil mineira para cumprir ordens judiciais contra investigados que teriam se refugiado em território potiguar.

Segundo a Polícia Civil potiguar, foram cumpridos três mandados de prisão temporária e dois mandados de busca e apreensão. Os alvos são duas mulheres, de 27 e 28 anos, e um homem, de 20 anos. Até a publicação desta matéria, os nomes dos detidos não haviam sido divulgados oficialmente, e o caso segue sob apuração conjunta entre os dois estados.

Prisões na Grande Natal e alvos da operação

De acordo com a Polícia Civil do RN, as equipes localizaram os suspeitos em endereços de Natal e de Parnamirim após troca de informações com investigadores de Minas Gerais. A ação teve como foco impedir a fuga e preservar provas que possam esclarecer a dinâmica do crime e o grau de envolvimento de cada investigado.

  • Três prisões temporárias: cumpridas na Grande Natal contra duas mulheres e um homem.
  • Duas buscas domiciliares: autorizadas pela Justiça para apreender aparelhos, documentos e outros vestígios.
  • Apoio interestadual: operação potiguar deu suporte operacional a mandados expedidos no âmbito da investigação mineira.
  • Situação atual: os detidos permanecem à disposição da Justiça, segundo a Polícia Civil.

A corporação informou que mandados de prisão temporária têm prazo determinado e servem para garantir diligências essenciais nos primeiros dias da apuração, como oitivas, perícias e análise de material apreendido.

Crime em Pouso Alegre e linha de investigação

A investigação apura a morte de um homem natural de Taboleiro Grande, no Oeste potiguar, ocorrida em 18 de janeiro de 2026 em via pública no bairro Jatobá, em Pouso Alegre. Segundo a Polícia Civil, a vítima teria acabado de sair de um veículo quando foi atingida por mais de 20 disparos de arma de fogo.

Os investigadores mineiros apuram a hipótese de execução, com participação direta de ao menos dois homens no momento dos tiros. A apuração busca esclarecer motivação, eventual planejamento, rota de fuga e a possível colaboração de outros envolvidos antes e depois do crime. A ligação dos três detidos na Grande Natal com o episódio ainda está sendo detalhada por meio de depoimentos e da análise do material recolhido nas buscas.

Para o leitor potiguar, o caso chama atenção por dois pontos: a vítima é natural do interior do RN e os suspeitos foram localizados na região metropolitana de Natal, o que exigiu cooperação entre as polícias civis dos dois estados. Esse tipo de apoio é comum quando investigados cruzam fronteiras estaduais após crimes graves.

O que acontece agora

O caso segue sob apuração da Polícia Civil, com compartilhamento de provas entre Rio Grande do Norte e Minas Gerais. Os próximos passos incluem a análise do material apreendido, a oitiva dos investigados e de testemunhas, além de perícias que podem ajudar a confirmar trajetórias, armas usadas e a participação individual de cada suspeito. Os detidos permanecem à disposição da Justiça e o inquérito vai definir eventuais pedidos de prorrogação, novas diligências ou indiciamentos. A orientação é que moradores repassem informações pelos canais oficiais, sem exposição.

Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.

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