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Justiça Eleitoral aperta o cerco às big techs a três dias da votação

TSE fixa brecha de 24 horas para Meta, Google e X detalharem operações eleitorais suspeitas no fim da campanha. Potiguares votam no segundo turno neste domingo (25).

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 22 de outubro de 2026 às 23:15 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Mossoró Notícias)

Justiça Eleitoral aperta o cerco às big techs a três dias da votação
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Mossoró Notícias

NATAL/RN — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu nesta quinta-feira (22) um desafio de prazo direto às maiores plataformas do mundo. O presidente da Corte, ministro Nunes Marques, concedeu 24 horas para que a Meta apresente um relatório técnico sobre a atuação do canal "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), na véspera do segundo turno que os potiguares votam neste domingo (25).

A exigência atende a um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), que questiona se a empresa cumpriu as medidas de segurança e integridade eleitoral informadas à Justiça Eleitoral ao longo do pleito.

O que as plataformas devem explicar

Segundo a decisão relatada pela imprensa, o relatório exigido da Meta precisa esclarecer pontos centrais sobre o comportamento do canal nos últimos dias da disputa:

  • Ações coordenadas: se houve articulação entre contas e diferentes plataformas para espalhar conteúdo;
  • Replicação sistemática: se publicações do canal foram reproduzidas em massa por redes de contas;
  • Amplificação artificial: se houve técnica de impulsionamento indevido de posts para elevar o alcance;
  • Dados de circulação: alcance, compartilhamentos, volume de mensagens e eventual publicidade paga envolvida.

O alcance da medida não se limita à dona do Facebook e do Instagram. Google e X também ficaram com 24 horas para informar se identificaram amplificação coordenada de termos e hashtags entre os dias 18 e 20 de outubro, incluindo indicadores como buscas em alta, sugestões de pesquisa e assuntos do momento.

A origem da discussão e a versão de Janones

No pedido apresentado ao TSE, a campanha de Flávio Bolsonaro alegou que o canal "Exército do Lula" teria incentivado seguidores a pesquisar no Google a expressão "Bolsonaro mandou matar Lula" e a impulsionar hashtags no X, o antigo Twitter.

O deputado André Janones, dono do canal, sustenta a versão oposta: para ele, a mensagem publicada tinha caráter de pergunta e não apresentava a expressão como uma afirmação. A divergência entre as duas interpretações é justamente o que o tribunal quer ver esclarecido no documento técnico exigido das empresas.

O pano de fundo potiguar

O prazo imposto às big techs fecha em cima do fim da campanha: nesta quinta-feira (22) se encerra o período legal de comícios e de propaganda eleitoral na internet para o segundo turno. Depois disso, as plataformas seguem fiscalização da Justiça Eleitoral até o fim da apuração.

Para o eleitor potiguar, o efeito prático é direto — as redes que servem de pauta de conversa política em Natal, Mossoró, Caicó e no Grande Natal estarão sob olhar permanente do tribunal nos três dias que restam antes da votação de domingo (25).

O que acontece agora

As respostas de Meta, Google e X devem ser analisadas pelo tribunal conforme o vencimento de 24 horas estabelecido pela presidência. Dependendo do conteúdo dos relatórios, o TSE pode determinar novas medidas sobre impulsionamento e propaganda digital ainda antes da votação. Até lá, a recomendação das autoridades eleitorais é que denúncias sobre conteúdo suspeito sejam registradas pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral.

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Fonte da Informação Veículo de origem: Mossoró Notícias (via RSS)
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