Greve na Caixa: TST fixa 60% em serviço e agências do RN seguem abertas
Decisão do TST garante atendimento mínimo na greve da Caixa e preserva serviços essenciais, como compensação bancária e pagamento de benefícios, nas agências do Rio Grande do Norte.
Por Tribuna RN
Publicado em 25 de setembro de 2026 às 15:22 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Tribuna do Norte)

NATAL/RN — As agências da Caixa Econômica Federal no Rio Grande do Norte seguem funcionando com pelo menos 60% do quadro em atividade enquanto durar a paralisação nacional da categoria, deflagrada no dia 10 de setembro. A determinação partiu do Tribunal Superior do Trabalho, em decisão liminar do ministro Mauricio Godinho Delgado, que buscou equilibrar a continuidade dos serviços bancários essenciais com o exercício do direito de greve. O julgamento definitivo do dissídio coletivo está marcado para a próxima terça-feira (29), às 14h30, na Seção Especializada em Dissídios Coletivos da Corte.
O que decidiu o Tribunal
A ação foi levada ao TST pela própria Caixa, na quinta-feira (24), contra as confederações nacionais que representam os financiários. Segundo o Tribunal, o patamar fixado preserva o atendimento das demandas inadiáveis da população sem esvaziar a mobilização dos empregados. Os principais pontos da liminar são:
- Efetivo mínimo de 60% em serviço durante todo o período da paralisação, em todas as unidades do país, incluindo as do Rio Grande do Norte.
- Pedido original de 80% recusado em parte: o banco defendia um contingente maior sob o argumento de que a compensação bancária e o pagamento de benefícios sociais não podem sofrer interrupção.
- Impasse no Saúde Caixa: de acordo com a empresa, a ausência de consenso sobre o novo modelo de custeio do plano de saúde dos empregados travou as tratativas e motivou a judicialização.
- Acordo coletivo mantido: as cláusulas do instrumento com vigência de setembro de 2024 a agosto de 2026 continuam valendo até a decisão final do colegiado.
- Manifestações preservadas: o relator negou o pedido de vedação a atos que dificultem o acesso às agências, por entender que não há, até o momento, demonstração de abuso por parte do movimento.
Reflexo no atendimento aos potiguares
Na prática, a medida mantém em operação os serviços que mais afetam a rotina de quem depende da rede da Caixa no estado, da capital ao interior. De acordo com o banco, entram nessa lista prioritária a compensação de documentos, os saques e pagamentos de programas sociais, além das operações de FGTS, seguro-desemprego e aposentadorias creditadas nas contas da instituição.
Para o cliente potiguar, a orientação é planejar a ida à agência e priorizar os canais alternativos sempre que possível:
- Aplicativo e internet banking para transferências, Pix, pagamento de boletos e consulta de benefícios.
- Caixas eletrônicos e casas lotéricas para saques, depósitos e quitação de contas do dia a dia.
- Atendimento presencial reservado aos casos que exigem biometria, desbloqueio ou análise documental.
- Acompanhamento dos comunicados oficiais do banco e dos sindicatos sobre o funcionamento de cada unidade na Grande Natal, no Oeste, no Seridó e nas demais regiões.
Do lado dos empregados, a coordenação da Comissão Executiva, por meio da representante Luiza Hansen, informou que a categoria já havia solicitado a retomada das tratativas por ofício encaminhado ao banco na terça-feira (22). Em nota, ela afirmou:
“Acreditamos que a negociação sempre é a melhor forma de se chegar à solução. O ajuizamento nunca é o melhor caminho e pode trazer grandes prejuízos, especialmente na fase de julgamento. Esperamos que ainda haja possibilidade de avançar na conciliação.”
O que acontece agora
O caso segue sob análise do Tribunal Superior do Trabalho e o desfecho depende do julgamento colegiado marcado para terça-feira (29). Até a publicação desta matéria, o processo tramita sem sigilo geral, com reserva apenas sobre documentos específicos indicados pela Caixa. A recomendação para os potiguares é acompanhar os canais oficiais do banco e da Justiça do Trabalho, evitar deslocamentos desnecessários às agências em dias de maior adesão à paralisação e concentrar no atendimento presencial somente as demandas que não podem ser resolvidas pelos meios digitais. Novos detalhes sobre o julgamento e sobre o calendário de conciliação devem ser divulgados pelos órgãos responsáveis.
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