RN deve ter verão mais quente com El Niño e pico em janeiro e fevereiro
Emparn projeta elevação de 1°C a 2,5°C no verão de 2027 no Rio Grande do Norte, sob influência do El Niño, com janeiro e fevereiro como meses mais quentes.
Por Tribuna RN
Publicado em 29 de setembro de 2026 às 00:22 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Novo Notícias)

NATAL/RN — O potiguar deve se preparar para um verão de 2027 com calor acima do habitual em todas as regiões do estado. Segundo o meteorologista Gilmar Bistrot, da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte, a projeção indica elevação entre 1°C e 2,5°C em determinados períodos, com maior intensidade em janeiro e fevereiro. De acordo com a análise, o comportamento está associado à atuação do fenômeno El Niño, que altera a circulação atmosférica e reduz a presença de chuvas regulares.
A estimativa vale para o conjunto do território potiguar, do Litoral Sul à Chapada do Apodi, passando pela Grande Natal, pelo Seridó, pelo Alto Oeste e pelo Vale do Açu. Até a publicação desta matéria, trata-se de uma tendência climática de longo prazo, que ainda será refinada com as atualizações mensais dos centros de monitoramento.
O que explica a projeção para o RN
O El Niño aquece as águas do Pacífico e mexe com o regime de ventos e umidade sobre o Nordeste. Na prática, o Rio Grande do Norte tende a registrar tardes mais abafadas, noites menos refrescantes e intervalos maiores sem chuva, sobretudo no interior. No litoral, a brisa ameniza parte da sensação térmica, mas não afasta os picos de calor.
- Janela mais crítica: janeiro e fevereiro concentram a maior probabilidade de temperaturas bem acima da média histórica no estado.
- Variação esperada: a alta deve oscilar de 1°C a 2,5°C conforme a localidade e o período, com o sertão mais sujeito aos extremos.
- Fonte da análise: avaliação do meteorologista Gilmar Bistrot, da Emparn, órgão estadual responsável pelo acompanhamento de clima e tempo no RN.
- Caráter da previsão: por se tratar do verão de 2027, os números podem ser ajustados à medida que novos boletins forem divulgados.
Diferentemente de uma onda de calor passageira, que dura dias, a tendência sazonal aponta para uma estação inteira mais quente, exigindo planejamento de famílias, escolas, empresas e serviços públicos.
Impactos na rotina do potiguar
Um verão mais forte mexe com saúde, contas, campo e praia. Na Grande Natal e no Litoral Sul, o calor intenso lota orlas como Ponta Negra, Pirangi e Pipa, aumenta o consumo de água e energia e exige atenção redobrada com idosos, crianças e trabalhadores expostos ao sol. No Seridó, no Oeste e no Alto Oeste, onde termômetros já costumam passar dos 35°C, o efeito pode ser ainda mais severo.
- Saúde e bem-estar: hidratação constante, roupas leves, protetor solar e pausas na sombra passam a ser cuidados diários, principalmente para quem trabalha na rua, em obras, no mototáxi e na agricultura.
- Campo e abastecimento: criadores e agricultores do interior precisam observar reservatórios, pastagem e calendário de plantio, já que calor associado à irregularidade de chuvas pressiona a produção.
- Turismo e lazer: bares, pousadas e passeios de buggy, barco e 4x4 no litoral devem registrar alta demanda, mas precisam organizar horários, sombra e oferta de água para receber bem o visitante.
- Energia e água: o uso simultâneo de ar-condicionado e ventiladores tende a elevar a conta de luz, enquanto banhos mais frequentes e irrigação ampliam o consumo de água tratada.
A Defesa Civil estadual e as secretarias municipais de saúde costumam reforçar nessa época as campanhas de prevenção a insolação, desidratação e queimadas em terreno baldio, prática que agrava a qualidade do ar.
O que acontece agora
A tendência será acompanhada pela Emparn e pelos institutos nacionais de meteorologia, com novas rodadas de previsão ao longo dos próximos meses. A orientação é que a população acompanhe os boletins oficiais, planeje férias e atividades ao ar livre para os horários mais frescos e mantenha cuidados básicos de saúde durante os picos de temperatura.
Novos detalhes sobre volumes de chuva, distribuição regional do calor e possíveis ajustes na projeção devem ser divulgados pelos órgãos responsáveis. Até lá, vale tratar o verão de 2027 como um verão de atenção redobrada no Rio Grande do Norte.
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