Fumaça preta toma céu de Mossoró após fogo em depósito e vegetação
Bombeiros usaram 16 mil litros de água para conter chamas em galpão de recicláveis e mata no Santa Delmira, em Mossoró, na manhã desta quarta-feira.
Por Tribuna RN
Publicado em 07 de outubro de 2026 às 18:16 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (G1 RN)

MOSSORÓ/RN — O céu mossoroense escureceu nesta quarta, 7, quando um incêndio tomou conta de um trecho de mata e chegou a um barracão de recicláveis na Integração, altura do Santa Delmira. Conforme relataram os militares que atenderam o caso, ninguém saiu machucado e a fumaça pôde ser avistada de vários bairros.
A fumaça, densa e visível de vários bairros, assustou comerciantes e moradores do entorno. Enquanto as equipes trabalhavam no galpão, vizinhos se organizaram para molhar calçadas e conter fagulhas que o vento espalhava, na tentativa de impedir que o fogo chegasse a outros imóveis comerciais da avenida.
Cinco focos simultâneos e vento forte espalharam as chamas
Conforme a corporação estadual, o trabalho começou na mata e depois mudou de figura ao alcançar o depósito. O início foi registrado pouco depois das dez e meia da manhã, com chamas se alastrando pela vegetação seca antes de atingir a estrutura do barracão.
- Cinco pontos de ignição: os militares localizaram focos concomitantes no matagal, o que indica avanço veloz com o calor e as rajadas de vento;
- Do mato para o barracão: após se espalhar pela vegetação, o fogo chegou ao depósito de recicláveis, conforme relato do sargento Santiago, que comandou parte do atendimento;
- Rede elétrica atingida: uma estrutura da iluminação pública teve os cabos rompidos por causa do calor intenso no trecho;
- Sem corte de energia: a Neoenergia Cosern informou que enviou equipe técnica ao local e confirmou que não houve interrupção no fornecimento na região;
- Alerta contra queimadas: a distribuidora reforçou a orientação para que a população evite atear fogo perto da rede elétrica.
Na avaliação da corporação, a junção de mato ressecado, temperatura alta e ventania montou o cenário ideal para o alastramento. A orientação é que a população não junte galhos para atear fogo nem queime resíduos em casa, deixando o recolhimento para a limpeza urbana.
Moradores reagiram com baldes e mangueiras no Santa Delmira
Com o barracão tomado e a fumaça espalhada pela rua, comerciantes da Integração improvisaram uma força-tarefa. Com baldes, mangueiras e reforço de um pipa particular, eles molharam fachadas e terrenos para formar uma barreira úmida contra as fagulhas.
"Deixou todo mundo horrorizado", resumiu o comerciante Fabiano Vieira, de 41 anos, dono de um depósito de bebidas na área, em relato colhido no local.
Para debelar o incêndio principal, conforme informaram os militares, foram usados cerca de dezesseis mil litros, com o pipa particular dando suporte ao reabastecimento das viaturas. O serviço incluiu o rescaldo no barracão e a vigilância contra reignição nos trechos de mata.
A corporação acrescentou que, entre julho e esta quarta, já soma 238 casos com fogo em mato e queima irregular de resíduos no RN. O volume reforça o alerta para o período mais abafado no interior, quando qualquer queima sem controle pode fugir do domínio em minutos.
Segundo fogo na BR-304 exigiu divisão do efetivo
Fora o caso da Integração, as guarnições atenderam nesta mesma quarta a outro incêndio no mato às margens da BR-304, nas imediações da Barragem de Genésio, eixo que liga Mossoró ao Alto Oeste.
- Dois atendimentos no mesmo dia: as equipes precisaram dividir o efetivo entre a cidade e a rodovia;
- Atendimento limitado: conforme os militares, o contingente enxuto no momento impediu resposta paralela com a mesma rapidez nos dois pontos;
- Risco em rodovia: a cortina de fumaça à beira de BRs tira visibilidade e pede cautela extra de quem dirige entre Mossoró e o Alto Oeste.
Conclusão
Até o fechamento desta edição, os militares não registravam feridos e mantinham vigilância contra novos focos no Santa Delmira e na faixa da BR-304. A recomendação para o Oeste é ligar de imediato para o 193 ao notar fumaça ou faíscas, dispensar qualquer queima de mato e lixo e conservar quintais limpos sem recorrer ao fogo. As causas passam por levantamento técnico da corporação, que deve divulgar novas informações em seguida.
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