Enxames invadem quintais na Grande Natal e bombeiros reforçam alerta
Corpo de Bombeiros captura cinco enxames de abelhas e marimbondos na quinta-feira em Macaíba, São José de Mipibu e Canguaretama e orienta que moradores não tentem remover os insetos por conta própria.
Por Tribuna RN
Publicado em 23 de outubro de 2026 às 15:18 • 2 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

MACAÍBA/RN — Quem vive na Grande Natal e no Litoral Sul vem cruzando com visitantes alados em lugares cada vez mais improvisados: quintais, tapumes, canteiros de obra e o topo de coqueiros. Só na quinta-feira (22), o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) fez registro de cinco chamados ligados a abelhas e vespas, distribuídos entre Macaíba, São José de Mipibu e Canguaretama, sempre em ambiente urbano ou nas bordas de residências.
Capturas terminam em área de mata
O atendimento mais simples foi em Macaíba: a equipe retirou um ninho de abelhas de onde incomodava os moradores e o liberou em pontos afastados do centro urbano. Na sequência, em São José de Mipibu, foram dois focos diferentes na mesma cidade — um enxame pousado em copa vizinha a uma casa e outro instalado no alto de um coqueiro. Os dois grupos foram recolhidos com suporte específico e soltos em vegetação preservada.
Nos outros chamados do dia, a polêmica era com marimbondos, as vespas que concentram a maior parte dos acertos de alarme nessa época do ano. Segundo o CBMRN, esses repovoados em meio às cidades costumam ter explicação ambiental: com menos habitat natural disponível — e queimadas empurrando colônias de suas áreas de origem —, os enxames exploram quintais, garagens, lajes e árvores dos bairros à procura de abrigo.
Como agir ao ver um enxame
- Mantenha distância e impeça a aproximação de curiosos;
- Afaste crianças e animais de estimação da área comprimida;
- Não jogue objetos, água ou inseticida — qualquer provocação pode desencadear ferroadas em cadeia;
- Não tente remover, capturar ou queimar o ninho por conta própria;
- Acione imediatamente o 193, o número do Corpo de Bombeiros.
Apicultores e técnicos reforçam que abelhas só atacam quando sentem o próprio ponto de apoio ameaçado, e que a maior parte dos incidentes graves nas cidades acontece justamente quando moradores tentam intervir sem proteção.
O que acontece agora
As cinco ocorrências foram concluídas pelo CBMRN, mas a tendência, de acordo com a corporação, é de novas chamadas conforme avança o tempo seco no RN. A orientação segue sendo a mesma: ao avistar rebanho sobrevoando ou pousado em endereço habitado, comunicar o 193 e aguardar a equipe especializada, que captura os insetos e os transfere para áreas de mata.
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