Após derrota em votação interna, juiz Henrique Baltazar tem promoção garantida pelo CNJ
Decisão do Conselho Nacional de Justiça anulou a sessão de julho em que o TJRN recusou a ascensão pelo placar de 10 a 4 e fixou prazo de dois dias para a posse no cargo de desembargador.
Por Tribuna RN
Publicado em 20 de outubro de 2026 às 16:14 • 2 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Blog do BG)

NATAL/RN — O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) decidiu nesta terça (20) obrigar o TJRN — Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte — a concretizar, em até dois dias, a ascensão do magistrado Henrique Baltazar Vilar dos Santos à cadeira de desembargador pela via da antiguidade. A deliberação saiu na 2ª Sessão Extraordinária do órgão de controle e, além de fixar a janela de 48 horas, desfez o resultado da votação interna de 1º de julho — a Corte potiguar recusou a ascensão do juiz pelo placar de 10 a 4.
Com a determinação, o embate institucional que se arrastava desde meados do ano entre o juiz mais antigo do tribunal e a própria Corte ganha um desfecho imposto de fora. Ao anular a sessão que rejeitou a ascensão, o conselho nacional determinou que a cadeira reservada ao critério de tempo de magistratura seja ocupada pelo magistrado, sem que haja nova deliberação interna sobre o tema.
Como o impasse foi construído
O caso tem uma particularidade que atravessou todas as fases da disputa: a cadeira em jogo é destinada justamente à ascensão pela antiguidade — mecanismo que, em tese, dispensa avaliação de mérito e segue a ordem de tempo de magistratura entre os juízes do estado. Mesmo assim, a maioria dos integrantes da Corte potiguar votou contra a entrada do colega no grupo de mais alto escalão, o que abriu caminho para o questionamento do rito perante o órgão de controle do Judiciário.
Neste cenário, alguns pontos centrais da decisão desta terça se destacam:
- Janela de 48 horas: o tribunal deve concretizar a ascensão do magistrado em até dois dias;
- Votação desfeita: a sessão interna de 1º de julho, em que a recusa venceu pelo placar de 10 a 4, perdeu a validade;
- Natureza da vaga: destinada ao critério de antiguidade, que limita a margem de escolha dos julgadores;
- Condução da defesa: o advogado Hallrison Dantas representa o magistrado e atua no caso desde o começo.
O que muda para a Corte potiguar
A determinação altera diretamente a composição do tribunal. Com a posse, Henrique Baltazar passa a integrar o colegiado de desembargadores responsável por julgar recursos e conduzir decisões estratégicas da Justiça estadual. Para o TJRN, o episódio também deve provocar uma revisão dos procedimentos internos de votação administrativa, já que o conselho nacional desfez o resultado do rito que levou à recusa.
O que acontece agora
Nos próximos dias, a expectativa é que o tribunal cumpra a janela determinada e formalize a posse do novo desembargador. Novos detalhes sobre a decisão e eventuais encaminhamentos das duas instituições devem ser divulgados pelos canais oficiais. A Tribuna RN segue acompanhando os desdobramentos.
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