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Justiça solta Wendel Lagartixa em Natal para aguardar júri em liberdade

Decisão da 2ª Vara Criminal de Natal revoga prisão preventiva e libera Wendel Lagartixa com tornozeleira para aguardar o júri da Redinha em liberdade.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 26 de setembro de 2026 às 17:35 • 4 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

Justiça solta Wendel Lagartixa em Natal para aguardar júri em liberdade
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Agora RN

NATAL/RN — A Justiça potiguar mandou soltar Wendel Fagner Cortez de Almeida, conhecido como Wendel Lagartixa, para que ele responda em liberdade ao processo sobre o ataque registrado na Redinha, na Zona Norte de Natal, em 2022. A ordem partiu da 2ª Vara Criminal da capital, que revogou a prisão preventiva e determinou a expedição do alvará. Segundo o Agora RN, o magistrado Rafael Barbosa da Cunha fundamentou a medida na conduta colaborativa do acusado durante a tramitação e no cumprimento regular de cautelares aplicadas anteriormente.

O investigado figura como réu em ação que apura três mortes e três tentativas de homicídio em um estabelecimento comercial do bairro. O julgamento pelo Tribunal do Júri ainda não tem data marcada. Até a publicação desta matéria, o documento que autoriza a saída ainda aguardava cumprimento, conforme apurado pela imprensa local.

Na decisão, o juiz registra ter identificado disposição do réu em contribuir com o andamento do feito. O texto também ressalta que a custódia cautelar não deve ser usada como cumprimento antecipado de pena, ponto que costuma orientar revisões desse tipo na Justiça criminal potiguar.

Medidas impostas e o que muda na rotina do acusado

A liberdade vem acompanhada de uma série de restrições, válidas até o júri. De acordo com o apurado, o acusado terá rotina monitorada e compromissos processuais mantidos na Grande Natal.

  • Monitoração eletrônica: uso obrigatório de tornozeleira durante todo o período em liberdade.
  • Limite territorial: proibição de se ausentar da comarca por mais de sete dias sem aval prévio do juízo.
  • Redes sociais: vedação a publicações em perfis próprios enquanto durar a cautelar.
  • Agenda pública: impedimento de participar de atos e eventos de natureza político-partidária.
  • Comparecimento em juízo: dever de atender a todas as convocações e manter endereço atualizado.

Ainda segundo a decisão, a soltura não significa absolvição nem encerra a ação penal. O mérito das acusações será avaliado pelo Conselho de Sentença, que vai definir a responsabilidade de cada um dos quatro réus apontados na denúncia.

Repercussão na família e situação dos demais réus

A medida repercutiu imediatamente entre familiares. A vereadora de Natal Anne Lagartixa (PL), filha do investigado e candidata a deputada estadual em 2026, celebrou a determinação e disse viver um momento de forte emoção após anos de apreensão. Em nota divulgada à imprensa, ela afirmou manter confiança no trabalho da Justiça e prometeu respeitar cada fase do processo.

“Recebo com muita emoção essa decisão da Justiça. Foram anos de oração e esperança ao lado da minha família. Vamos seguir respeitando cada etapa e confiando que a Justiça será feita”, declarou a parlamentar, segundo o Agora RN.

O caso envolve ainda outros três denunciados, que seguem no mesmo processo:

  • João Maria da Costa Peixoto, conhecido como João Grandão: teve a preventiva mantida, diante do histórico apontado nos autos e de outro feito em curso na Justiça Federal.
  • Francisco Rogério da Cruz: permanece réu e vai a júri com os demais.
  • Roldão Ricardo dos Santos Neto: também continua no polo passivo da ação.

O juízo negou o pedido de desmembramento do processo. Para o magistrado, julgar todos juntos evita conclusões conflitantes e organiza melhor os trabalhos do júri. O Ministério Público do Rio Grande do Norte havia se manifestado pela manutenção das prisões, tese acolhida apenas em parte.

O histórico da custódia ajuda a entender o vaivém processual. Wendel estava detido desde maio de 2024, após abordagem da Polícia Rodoviária Federal em Vitória da Conquista, na Bahia. Na ocasião, uma arma foi localizada no veículo em que ele viajava. A Justiça baiana o absolveu depois das imputações de porte irregular e fraude processual, mas ele continuou preso por ordem da Justiça potiguar. Em janeiro de 2025, o Tribunal de Justiça do RN havia confirmado a preventiva. O novo despacho altera somente o regime cautelar até o julgamento.

O que acontece agora

O caso segue sob apuração final da 2ª Vara Criminal de Natal até a designação do júri. A defesa técnica pode pedir ajustes nas cautelares, o Ministério Público pode recorrer da soltura e o juízo deve definir calendário de audiências, pauta do plenário e lista de testemunhas. Para moradores da Redinha e da Zona Norte, a orientação é acompanhar os atos oficiais e buscar informações nos canais do Tribunal de Justiça do RN. Até a publicação desta matéria, não havia data definida para o julgamento.

Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.

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Fonte da Informação Veículo de origem: Agora RN (via RSS)
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